Matrículas precisam triplicar para suprir carência de profissionais técnicos

Durante Fórum Nacional de Educação, diretor adjunto de Educação e Tecnologia da CNI destacou a importância de ampliar a participação do ensino técnico na formação da mão de obra do Brasil

A qualidade da educação brasileira se tornou a principal preocupação da indústria, mas 69% dos empresários afirmam que os jovens, aos se formarem, não estão prontos para o mercado de trabalho. A mudança desse quadro desfavorável passa pela valorização da formação técnica e profissional, de forma a atrair mais jovens para essas ocupações no mercado de trabalho. “A educação profissional ainda é uma escolha de poucos. É preciso mobilizar a sociedade para mostrar as oportunidades ligadas à educação profissional”, observou Sérgio Moreira, diretor adjunto de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Moreira destacou a importância de ampliar a participação do ensino técnico na formação da mão de obra do Brasil no Fórum Nacional de Educação, realizado na terça-feira (2) pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo. A primeira edição do evento reuniu empresários, autoridades e especialistas em educação para discutir ações para melhorar a qualidade do ensino básico, técnico e superior nos próximos anos. Entre as propostas, está a de triplicar o número de matrículas no ensino profissional, até 2018.

DESAFIOS – Segundo Moreira, apenas 6% dos jovens com até 25 anos optam pela educação profissional concomitante com o ensino médio no país. A taxa é baixa quando se compara o alcance desta modalidade de ensino com países como a França (58%) e Finlândia (50%).

Parte do esforço consiste em atualizar os cursos de formação técnica de acordo com as novas profissões em alta demanda na indústria para melhorar a atratividade desta modalidade de ensino. “Nosso imaginário nos leva a acreditar que o melhor é fazer o curso superior. Por isso é preciso prestigiar a formação técnica, que possui diversas vantagens e abre portas para o mercado de trabalho”, diz Moreira. Como exemplo, ele cita que um jovem em formação técnica pode conquistar emprego até três anos antes que alguém que cursa o ensino superior.

QUALIDADE – Apesar de ainda ostentar uma baixa taxa de matrículas no ensino técnico, o Brasil tem oferecido formação com qualidade compatível com países de grande tradição na modalidade. Prova disso, lembra Moreira, é o desempenho dos alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) nas olimpíadas mundiais do ensino técnico, o WorldSkills, na qual o Brasil tem conquistado medalhas. A etapa classificatória, a Olimpíada do Conhecimento 2014 , ocorre até 7 de setembro, em Belo Horizonte.

Para reconhecer iniciativas e investimentos do setor privado valorização da educação, o Fórum Nacional da Educação agraciou 18 empresas com o Prêmio Sesi/Senai Lide de Educação 2014. Elas foram premiadas pelo constante esforço para melhorar a educação no país, seja com programas de qualificação interna ou de  apoio a iniciativas no ensino básico, técnico e profissional. “Não se constrói um Brasil mais competitivo sem uma educação de qualidade.

Veja a lista de empresas vencedoras do Prêmio Sesi/Senai Lide de Educação 2014 :

- Accenture
- Amil
- BRF
- Cielo
- Colgate-Palmolive
- Dudalina
- Integration
- Intermédica
- Itaú-Unibanco
- Martins
- Morpho Cards
- Nestlé
- Odontoprev
- Oracle
- P&G
- Telefónica Vivo
- Grupo Gerdau (homenagem especial)

 

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