Alunos do SENAI Amapá criam semáforo com sistema de reconhecimento que ajuda na mobilidade de pessoas cegas

Equipe desenvolveu o semáforo adaptado que reconhece a presença do indivíduo e emite sinal sonoro para liberar a travessia na rua
Alunos e professores do SENAI Amapá junto com especialistas que ajudaram no desenvolvimento do projeto

Um projeto de alunos e instrutores do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de Santana, no Amapá, pretende melhorar a mobilidade de pessoas cegas.

Eles desenvolveram um semáforo adaptado com sistema que reconhece a presença do indivíduo e emite sinal sonoro para liberar a travessia na rua.

Para apresentar o protótipo do projeto, docentes e a equipe pedagógica da escola reuniram-se com representantes de órgãos de trânsito do estado.

O instrutor do SENAI Heraldo Souza explica que no Brasil já há sinais adaptados que emitem sinal sonoro. No entanto, atualmente o indivíduo precisa pressionar um botão e isso não é prático, além de oferecer risco de choque elétrico. “Nem sempre uma pessoa cega conta com outra para ajudar na travessia de uma rua. Pensando nisso, desenvolvemos o sistema semafórico, que além da sinalização comum, emite uma voz programada para indicar que o sinal está aberto e que o trânsito está liberado”, detalhou o docente.

Instrutor do SENAI, Heraldo Souza, conversa com Soneval Gomes, da Associação de Cegos e Amblíopes do Amapá

Soneval Gomes é membro da Associação de Cegos e Amblíopes do Amapá (ACAAP). Na avaliação dele, o semáforo vai beneficiar não somente as pessoas com deficiência, mas a sociedade como um todo.

“O mecanismo vai auxiliar a polícia e diminuir acidentes, inclusive. Traz uma série de benefícios, principalmente em relação à segurança e independência das pessoas com deficiência. Em uma cidade toda adaptada, a deficiência praticamente desaparece, porque esse público não precisar tanto de auxílio de terceiros”, reforçou Soneval Gomes.

Para o engenheiro do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AP) Marcos Silva o projeto vem para atender as necessidades dos deficientes visuais. “O fato de não precisar acionar botão é muito vantajoso, porque inibe os possíveis acidentes com o equipamento”, pontuou.

“Tudo que vem agregar e melhorar as condições de segurança das pessoas no trânsito, nos interessa”, completou o subcomandante do Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual, Major Cassio Souza.

Circuito SIS - Inicialmente, o projeto foi concebido dentro do Circuito SENAI, Indústria e Sociedade (SIS), que tem como objetivo realizar ações que beneficiem a comunidade local. 

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