Associações defendem importância da APEX para a indústria brasileira

Em reunião do Fórum Nacional da Indústria, da CNI, representantes industriais mostraram seu apoio a manutenção dos recursos da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos
A APEX mantém 53 projetos setoriais e convênios com 27 entidades ligadas à industria

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX) corre o risco de perder sua principal fonte de recursos a depender de uma ação que corre no Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte decidirá, em breve, se a cobrança de 0,3% da folha de pagamento das empresas é constitucional ou não. Diante disso, o Fórum Nacional da Indústria (FNI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que reuniu mais de 100 representantes empresariais nesta quinta-feira pela manhã, defendeu o papel da APEX. O presidente da instituição, o contra-almirante Sérgio Segóvia, participou da reunião.

De acordo com Segóvia, em 2019, a Apex apoiou mais de 14 mil empresas, sendo mais da metade da industria de transformação, além disso as ações da agência contribuíram para 35,5% ou US$ 46,5 bilhões das exportações brasileiras. A APEX mantém 53 projetos setoriais e convênios com 27 entidades ligadas à industria.

“A promoção da imagem do Brasil no exterior é dividida entre SECOM e Embratur. Mas a Apex se utiliza da boa imagem do Brasil para poder vender os produtos brasileiros. Desta forma, me sinto na obrigação de apoiar quem tem essa tarefa”, afirma Segóvia.

Saiba o que disseram os empresários:

José Veloso, presidente da ABIMAQ

O convênio com a Apex e a Abimaq completou 20 anos este ano. Temos vários associados que afirmam que um dos poucos recursos tributados no Brasil que retornam é o dinheiro que vai para a Apex. Temos uma grande preocupação com a imagem do Brasil no exterior, principalmente em função da questão ambiental, porque as informações não são corretas. Temos uma realidade que precisa ser melhorada, mas não é tão ruim como tem sido colocado.

Reinaldo Sampaio, presidente da ABIROCHAS

Somos líder de exportação devido a relação com APEX e a estratégia acertada e o apoio que temos. Falo em apoio de idéias, de conhecimento e não de dinheiro. Nosso setor é o exemplo da importância e do êxito da agência, por isso deixo a nossa preocupação com a ameaça à fonte de recursos da entidade.

João Dornellas, presidente da ABIA

Nós temos muito associados na ABIA, muitos colegas que confirmam que, se tem um dinheiro bem empregado é esse que vai para a APEX, porque ela traz resultado para o País. O setor de alimentação, neste primeiro semestre, exportou US$ 17,6 bilhões, um saldo comercial de US$ 15,3 bilhões. E, posso garantir, que temos muito a agradecer a Apex e a parceira de primeira ordem por essa conquista.

Humberto Barbato, presidente da ABINEE

A pandemia mostrou a vulnerabilidade das cadeias globais de valor. O setor eletro eletrônico viu a quebra na sua cadeia de suprimento nos primeiros dias da pandemia. O que ficou claro é a oportunidade para o setor eletroeletrônico do Brasil de ocupar o lugar um lugar de destaque aqui dentro e no exterior.  E a APEX tem o papel importante na atração de investimento que não podemos perder.

Maristela Cusin Longhi, presidente da Abimóvel

No nosso setor, temos empresas que registram crescimento de quase 8% de suas exportações. Como isso foi possível? Com o trabalho da Abimóvel com a Apex-Brasil. Por isso, somos parceiros para vencer esse processo que está no STF. A Apex também tem sido uma grande parceira. Com o apoio da Apex, a Abimóvel aderiou ao Rede Brasil do Pacto Global da ONU, dentro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o que só reforçou a agenda de responsabilidade do setor. Com a Apex, estamos criando novos projetos e outros projetos virtuais. Temos trabalhado bastante para colocar o móvel brasileiro no mundo.

Fernando Pimentel, presidente da ABIT

Posso dizer quer 34% dos associados da ABIT exportaram em 2019. Em 2020 estamos avançando muito no virtual e preço médio passou US$ 12 para US$ 33 dólares por quilo de vestuário. Temos 35 mil empregos que são preservados em função das exportações e pelo apoio da APEX. Dessas empresas que exportam, 45% são empresas de pequeno e médio porte.

Ricardo Santin, presidente da ABPA

Vou dar um exemplo. Fizemos um projeto setorial de branding em parceria com a  APEX com branding para a carne de frango. Atualmente, o frango premium brasileiro é US$ 100 o seu equivalente americano na África. Imagina um frango na categoria premium? Só é possível porque temos um bom trabalho.

João Carlos Basílio, presidente da ABIHPEC

A Apex tem uma grande relevância para os resultados para que atingimos e para os patamares que pretendemos chegar.

Márcio Bosio, diretor institucional da ABIMO

Em função da pandemia, o setor de dispositivos médicos teve uma queda de 9%, até porque alguns produtos tiveram a exportação suspensa para atender o SUS. E atendemos com muito prazer. Agora estamos buscando parceria para ampliar nossos mercados. Estamos com uma parceria com o setor de defesa biológica e estamos participando de uma campanha “Saúde feita no Brasil” para atrairmos a investimentos. Queremos nos aproximar de organismos internacionais na área de saúde para poder chegar em outros mercados e, essa aproximação, só é possível com o apoio da APEX.

Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq

Meu mundo é diferente. É o mundo do brinquedo e da fantasia. Em outubro, esperamos uma aumento das vendas, principalmente com a reclusão doméstica e as fábricas estão trabalhando. Estamos desenhando uma burca, porque queremos ir para Dubai. Mas é preciso que a APEX nos leve para o mundo árabe, porque até vamos sozinhos, mas não conseguimos destravar as negociações.

Haroldo Ferreira, presidente Abicalçados

Neste monento de extrema fragilidade das nossas indútrias, a agência é fundamental para a recuperação da indústria pós-pandêmia.

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