Com 86 anos de história, BRF exporta para mais de 130 países

Multinacional possui cadeia que passa por pequenos, médios e grandes produtores. Com 4 mil produtos em seu portfólio, empresa planeja ampliar exportações para todos os continentes
A multinacional brasileira possui mais de 90 mil funcionários, de 92 nacionalidades

Com uma história de 86 anos, a multinacional brasileira do ramo alimentício BRF iniciou nos anos 1970 um ambicioso projeto de internacionalização que a levou a, hoje, a partir de suas plantas no Brasil e no exterior, exportar para mais de 130 países.

Fruto da fusão entre Sadia e Perdigão, a BRF possui uma cadeia de produção que passa por pequenas, médias e grandes empresas e é responsável por 12% do comércio mundial de frango.

Com um processo de internacionalização consolidado, a empresa planeja agora ampliar suas exportações para todos os continentes. O gerente de relações institucionais e internacionais da BRF, Luiz Carlos Tavares, diz que a trajetória de internacionalização da empresa remonta a momentos distintos, mas que foi marcada inicialmente a partir dos anos 1970 pela conquista dos mercados do Oriente Médio. Isso levou a multinacional a desenvolver um método estruturado de produção, atendendo a requisitos específicos, com a metodologia Halal, para esses mercados. “Neste momento, começou a nossa grande trajetória de internacionalização”, afirma Tavares.

A partir da fusão da empresa, anunciada em 2009, até 2018, a BRF trabalhou num processo de internacionalização agressivo, comprando plantas de produção no mundo inteiro. Após 2018, a BRF entrou numa trajetória de desinvestimento, desfazendo operações no exterior, mas investindo em plantas no Brasil voltadas para a exportação.

“Trata-se de uma cadeia de produção delicada, complexa e sofisticada da qual temos orgulho”- Luiz Carlos

Hoje, a multinacional brasileira possui mais de 90 mil funcionários, de 92 nacionalidades, em 29 países. Apenas no Oriente Médio e nos países árabes da África, são cerca de 6 mil funcionários, que trabalham na produção anual de 1 milhão de toneladas de produtos que são vendidos na região. No Brasil, a BRF tem unidades de produção em 23 das 27 unidades da Federação.

Tavares ressalta que a BRF tem um portfólio de quase 4 mil produtos, que vão muito além de frango e suíno, e 80% deles são industrializados.


“Nós temos orgulho de fazer parte de uma cadeia extremamente complexa, ampla e viva. Nós começamos com a compra de grãos de pequenos, médios e grandes produtores e conseguimos vender nugget de frango recheado no interior do Omã”, diz o gerente. 


“Trata-se de uma cadeia de produção delicada, complexa e sofisticada da qual temos orgulho”, afirma Luiz Carlos.

China se torna maior mercado de exportação de proteína da BRF

Além do Oriente Médio, nos últimos anos, a China passou a ser o maior mercado de exportação de proteína da BRF. A relação com o país asiático começou em 2007. Segundo a diretora global de Relações Institucionais da empresa, Grazielle Parenti, a China tem altos padrões sanitários para a importação de proteína, o que atesta a qualidade dos produtos brasileiros.

“Acreditamos em relações de longo prazo e, assim como construímos uma relação de confiança com os países do Oriente Médio, queremos trabalhar com a China. Vislumbramos a possibilidade de ampliar as vendas de produtos de maior valor agregado para esse país”, afirma Grazielle.

Em outra frente, Tavares ressalta ainda que a multinacional planeja agora ampliar suas vendas para todos os continentes, com destaque para países como África do Sul, Angola e Egito, na África; Arábia Saudita, Emirados Árabes, Omã e Iêmen, no Oriente Médio; além de países nas Américas.

“Hoje, já exportamos 1,9 milhão de toneladas de alimentos por ano. Queremos continuar com uma presença internacional robusta, sempre olhando para oportunidades de expansão do nosso portfólio”, diz o gerente.

A empresa participa de diversos mecanismos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) como a Coalizão Empresarial Brasileira (CEB), Fórum de Empresas Transnacionais (FET), Conselho Empresarial Brasil-México (Cebramex), Conselho Empresarial dos BRICS (CEBRICS) e Conselho Empresarial Brasil-Japão (Cebraj).

Relacionadas

Leia mais

Entre a universidade e a indústria: SENAI faz elos importantes para viabilizar inovação no país
PIB brasileiro deve encolher 4,2% em 2020, projeta CNI
Setor privado apresenta sugestões para acordos entre Brasil e EUA

Comentários