Semana da indústria: impulso à capacitação, eficiência energética e alta do dólar

De iniciativas verdes até qualificação profissional, confira como foi a semana da indústria e as ações dos estados para a população!

Capa do Brasil Indústria. Homem com equipamentos.

A semana na indústria brasileira foi marcada por uma série de iniciativas que sinalizam o compromisso do setor com a inovação, sustentabilidade e a capacitação de profissionais em diversas regiões do país.

Vem conferir tudo no Brasil Indústria, coluna semanal da Agência de Notícias da Indústria que traz, toda sexta-feira, o que foi destaque nos estados.

Semana da Panificação e Confeitaria do Amazonas movimenta setor com cursos, palestras e oficinas em Manaus

Nos próximos dias 8, 9 e 10 de julho, Manaus será palco da Semana da Panificação e Confeitaria do Amazonas, organizada pelo Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Amazonas (Sindpan). O evento acontecerá no espaço de eventos do Serviço Social da Indústria (SESI) – Clube do Trabalhador, localizado no bairro Coroado, zona Leste da cidade, com atividades programadas das 14h às 21h.

Durante os três dias de atividades, serão realizadas oficinas tecnológicas, palestras magnas, cursos de vendas, além dos concursos Chef Técnico Distribuidor, Chef Padeiro e Chef Confeiteiro, que prometem atrair competidores de alto nível e garantir momentos de aprendizado e troca de experiências ímpares para os participantes.

Com uma proposta robusta voltada para profissionais e entusiastas da indústria da panificação, confeitaria e áreas afins, a Semana da Panificação tem como objetivo principal fomentar o encontro estratégico entre os atores do setor. Serão oferecidas exposições de produtos e serviços, rodadas de negócios, programação técnica com cursos especializados, palestras inspiradoras, oficinas tecnológicas e aulas-show exclusivas ministradas por chefs, padeiros e confeiteiros renomados, parceiros e expositores do evento.

A expectativa é de que o evento atraia um público diversificado, composto por proprietários de padarias, panificadoras, confeitarias e estabelecimentos similares, além de fornecedores de produtos e serviços, padeiros, confeiteiros, baristas, estudantes de gastronomia, nutrição, administração e cursos correlatos. Colaboradores e empreendedores interessados em ingressar ou aprimorar suas atividades no ramo da panificação também estão entre os esperados participantes.

FIEPA lança programa de gestão de resíduos e eficiência energética

cONVIDADOS
O Brasil recicla apenas 4% dos seus resíduos sólidos

O Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) lançou a campanha Indústria + Sustentável, que em uma primeira fase vai trabalhar a coleta seletiva e a eficiência energética nas unidades da FIEPA, SESI, SENAI e IEL. Durante o evento, a entidade assinou um convênio com a Equatorial Energia, para a instalação de um ponto de coleta seletiva do E+Reciclagem, na sede da Federação.

Segundo o presidente da FIEPA, Alex Carvalho, a proposta do programa Indústria + Sustentável é promover educação e uma cultura da sustentabilidade entre os trabalhadores do Sistema Indústria e seus familiares, em especial, entre as crianças e jovens, a partir de ações que promovam maior conscientização ambiental com reflexos positivos no saneamento urbano e na qualidade de vida dos moradores de Belém.

“A Federação embarca de uma vez por todas nessa temática da sustentabilidade ambiental, mas fundamentalmente são sementes que estão sendo plantadas hoje para um futuro melhor. A preocupação com a gestão de resíduos sólidos encontrou eco entre outros membros da nossa Federação, gerando um compromisso coletivo em buscar soluções e promover boas práticas ambientais, porque acreditamos que a consciência ambiental está diretamente ligada à consciência coletiva, ao respeito ao próximo e às futuras gerações”, explicou Carvalho.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA), o Brasil produziu aproximadamente 77,1 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos, em 2022. Isso corresponde a mais de 211 mil toneladas de resíduos gerados por dia, ou cerca de 380 quilos por habitante. Desse montante, 7%, o equivalente a mais de 5 milhões de toneladas, não foram coletados adequadamente, oferecendo riscos ao meio ambiente e à saúde pública.

Produção industrial do Maranhão registra aumento em maio

No mês de maio, o volume de produção das indústrias extrativas e de transformação registrou 54,2 pontos, crescendo 4,2 pontos, no Maranhão. O resultado foi o melhor desde novembro de 2023, quando o indicador havia alcançado 56,1 pontos. A trajetória ascendente sinaliza um período de aquecimento das atividades industriais no estado. Os dados são da Sondagem da Indústria do Maranhão, estudo elaborado mensalmente pela Federação das Indústrias do Maranhão (FIEMA) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), envolvendo empresários do setor.
 
A pesquisa indica, no entanto, que o componente que analisa a evolução do número de empregados recuou 0,8 ponto, empurrando levemente o indicador para abaixo do grau de satisfação da sondagem, ao registrar 49,2 pontos. “Esta é a terceira vez neste ano que o indicador fica abaixo dos 50 pontos, demonstrando a inconstância na estabilização do número de empregados na indústria maranhense”, destaca José Henrique Polary, coordenador de Ações Estratégicas da FIEMA.

Os estoques de produtos, por sua vez, aparecem na zona de pessimismo com 44,8 pontos após um recuo de 6,2 pontos. Com o volume de produção e as expectativas para os próximos seis meses na zona de otimismo da sondagem, a explicação para o movimento desse componente pode estar no desejo empresarial de redução de custos com a manutenção do nível dos estoques. 

Homem trabalhando em uma insústria.
O aumento repentino das entregas feitas pela indústria também contribuiu para a redução momentânea dos estoques. Foto: Shutterstock

A utilização da capacidade instalada obteve uma forte alta de 22,9 pontos, trazendo o indicador para 71 pontos, melhor resultado desde janeiro. O componente indica que a decisão empresarial de controle sobre os estoques em níveis abaixo do usual tem impactado na necessidade do aumento da utilização da capacidade operacional para atender às demandas do mercado por produtos industriais. Também indica que o empresário encontrou um equilíbrio momentâneo entre esses dois componentes.

Indústria do Conhecimento do SESI em Palmas é reaberta à população com instalações revitalizadas

presidente do Conselho do Serviço Social da Indústria, Roberto Pires
No Tocantins, todas as unidades foram revitalizadas e levam inclusão digital a essas localidades

O presidente do Conselho do Serviço Social da Indústria, Roberto Pires, reinaugurou o centro multimídia SESI Indústria do Conhecimento (IC) em Palmas após revitalização e modernização da unidade. Aberta gratuitamente, de 9 às 17h, a Indústria do Conhecimento conta com a parceria da Prefeitura Municipal de Palmas, representada na ocasião pelo secretário municipal de Educação, Fábio Chaves. A unidade fica localizada na quadra 101 Norte, Avenida LO-02, em frente à Praça dos Girassois. Além de biblioteca, a IC dispõe de 8 computadores com acesso à internet em um ambiente propício a estudos e pesquisas com capacidade de atendimento de 140 pessoas/dia.

Roberto Pires explicou que a unidade foi inaugurada em 2009, fechou durante a pandemia e, para a reabertura, foi preparada a reforma e revitalização do espaço que busca promover a inclusão digital, incentivar a leitura e facilitar o acesso à informação e à cultura.  


“Nós temos mais de dois mil volumes nessa unidade, entre livros e enciclopédias, além dos computadores com acesso à internet disponíveis para as pessoas de nosso município por meio dessa unidade. E nós temos uma parceria muito importante aqui com a prefeitura, através da Secretaria de Educação, que estamos renovando com uma novidade. O SESI agora vai realizar oficinas de robótica dentro das salas de aulas das escolas municipais e cursos EAD de pequena duração”, anunciou o presidente.


O secretário Fábio Chaves destacou a importância da parceria. “Trabalhar em parceria é algo muito mais rentável, a gente consegue chegar ao atendimento do interesse público com muito mais rapidez, de forma mais assertiva para atingir de fato aqueles que mais necessitam, dentro de um princípio maior que é o princípio de eficiência”, disse o secretário.

Keep it Local: programa forma 96 profissionais no RN para impulsionar emprego em parques eólicos

Imagem mostra parte da aula inaugural do Programa em Jandaíra. Formação foi realizada de forma presencial no município, com aulas transmitidas online, ao vivo, para Guamaré
O programa Keep it Local oferece capacitação gratuita desde 2023

A iniciativa Keep it Local – que oferece capacitação gratuita desde 2023 para estimular oportunidades de emprego em regiões com baixa densidade populacional, no Brasil – concluiu um novo ciclo no Rio Grande do Norte, com a formatura de 96 profissionais para atuação em parques eólicos. As cerimônias de entrega dos certificados foram realizadas nos municípios potiguares de Jandaíra e Guamaré, onde foram concentradas as ações nesta edição.

O Keep it Local é uma parceria entre a EDP, empresa que atua em todos os segmentos do setor elétrico brasileiro, e a Vestas, líder mundial em soluções de energia eólica. A capacitação é executada pelo Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER), do SENAI-RN, principal centro de formação profissional do SENAI no Brasil voltado ao setor eólico. Foram dedicadas 180 horas à formação de homens e mulheres como “assistentes operacionais de energia eólica”, com foco em pessoas que já possuíam diploma de nível técnico.

“A educação inclusiva e a transição energética justa são pilares da estratégia de ESG da EDP e capacitar as pessoas nas regiões em que atuamos é uma iniciativa importante, que vai ao encontro desses dois pilares, e que contribui para o desenvolvimento socioeconômico das comunidades”, comenta Dominic Schmal, diretor de ESG da EDP South America.<meta charset="utf-8"/>

Alta do dólar impacta compra de insumos pela indústria

Desvalorização do real eleva custos de produção e desafia o setor industrial do Brasil. Foto: Shutterstock

A desvalorização do real frente ao dólar foi de 13,4% no ano até o fim de junho, a quinta maior do mundo segundo a Austin Ratings. Com a cotação da moeda americana subindo ainda mais desde o fim do mês passado, o economista-chefe da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Pablo Bittencourt, alerta que o primeiro impacto da alta do câmbio se dá sobre produtos e insumos importados que não possuem substitutos de fabricação nacional.

Para a indústria catarinense, o reflexo primário se dá na compra de matéria prima para setores relevantes para a indústria de transformação no estado, além de insumos agrícolas, como adubos e fertilizantes. “Os segmentos mais intensivos em tecnologia, como os setores de máquinas e equipamentos, aparelhos elétricos, peças para veículos e eletrônicos são bastante afetados, mas não são os únicos”, explica Bittencourt. 

Outro segmento fortemente impactado é o de medicamentos. ”Os remédios e fármacos são parte relevante da pauta de importações brasileiras e a alta do dólar tem um efeito imediato sobre os preços, que afetam sobretudo a população mais idosa”, destaca o economista.

Como o Brasil importa boa parte do petróleo que consome, uma desvalorização por maior tempo tende a impactar no preço do petróleo praticado no Brasil, com efeitos não apenas a combustíveis, mas também a produtos derivados, como plásticos - que afetam o setor de embalagens, por exemplo. Repassados ao consumidor, estes preços acabam elevando o valor dos fretes. “O aumento dos combustíveis acaba gerando um efeito em cascata. Combinado com o aumento dos preços dos produtos e componentes importados, pode levar a uma pressão inflacionária”, afirma Bittencourt.

O economista-chefe da FIESC explica que a continuidade da desvalorização do real frente ao dólar tem impactos indiretos. “Uma taxa de câmbio a R$ 5,7 por U$ 1 é inflacionária, o que acaba justificando até um aumento da taxa de juros pelo COPOM ainda neste ano, com impactos para toda a economia do Brasil. Nesse sentido, apenas ações claras de ajuste fiscal nas despesas poderiam reverter consistentemente essa tendência negativa”, salienta.

FIEAM e Procompi realizam palestra sobre os desafios da transformação digital

Aconteceu nesta quinta-feira (4) a palestra “Os desafios e importância da transformação digital para micros e pequenos empreendimentos”, evento organizado pelo Programa de Apoio à Competitividade das Micros e Pequenas Indústrias (PROCOMPI), em parceria com o Sebrae, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM)

O bate-papo contou com a participação do Matheus Pedrosa, CEO da Fralía Cacau Brasil (MG), para falar sobre a estratégia de vendas digitais. A empresa teve um crescimento de 300% nos últimos três anos, utilizando a estratégia de vendas online. 

A coordenadora do PROCOMPI, Suzana Peixoto Silveira, também participou do evento para mostrar exemplos de ações sobre vendas digitais em outros estados. Atualmente, 12 estados têm projetos Procompi na área de vendas digitais voltado para micros e pequenas indústrias, com resultados positivos para a competitividade das empresas.

Multinacional italiana está em busca de fornecedores do ES

A multinacional Prysmian está em busca de empresas capixabas que queiram se tornar fornecedoras de insumos e serviços. No dia 16 de julho (terça-feira), a partir às 10 horas, a empresa realiza na sede da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), em Vitória, o Prysmian Group no ES. 

O encontro com a companhia italiana especializada na fabricação de cabos e sistemas de energia e telecomunicações é uma realização do Fórum Capixaba de Petróleo, Gás e Energia e conta com o apoio do Programa +Negócios da FINDES. Para participar do evento, inscreva-se no link da FINDES

Puxado pela indústria, PIB de Minas Gerais cresce 2,9% no primeiro trimestre do ano

A economia de Minas Gerais cresceu 2,9% no primeiro trimestre de 2024, em comparação com o mesmo período do ano passado. O desempenho foi superior à média nacional, de 2,5%. O resultado foi positivamente influenciado pela indústria (3,9%) e pelo setor de serviços (2,5%). Já a agropecuária registrou recuo de 4,6%, influenciado pelo clima mais seco e pela base de comparação elevada em 2023, ano marcado pela safra recorde de grãos.

Dentre os segmentos da indústria, destaque para o setor de energia e saneamento, que registrou crescimento de 10,4%. O segmento extrativo teve aumento de 7,2%, impulsionado pela maior produção de minério de ferro. Já a construção apresentou avanço de 4,4%.

De acordo com o levantamento, a participação do PIB de Minas Gerais no Produto Interno do Brasil foi de 9,4%, resultado ligeiramente superior ao registrado no primeiro trimestre de 2023 (9,3%).

Ainda segundo o estudo, em relação ao último trimestre do ano passado, o PIB de Minas avançou 0,5%.

Como participar do Brasil Indústria? 

O levantamento semanal de notícias da indústria é feito pela Agência de Notícias da Indústria, com informações dos estados! Para participar, envie sua sugestão de pauta para nosso e-mail: [email protected].

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