Parceria CNI-SOSA possibilitará que empresas brasileiras participem do desenvolvimento mundial, diz Robson Andrade

Indústrias de todos os portes terão acesso à plataforma de inovação com soluções tecnológicas disruptivas que estão sendo desenvolvidas em todo o mundo e startups poderão oferecer produtos para outros mercados
“Tenho confiança no sucesso dessa iniciativa não só para CNI e SOSA, mas principalmente para as indústrias e demais empresas” - Robson Braga de Andrade

A cultura da inovação ganha novo impulso na indústria brasileira com o lançamento da parceria entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o SOSA, empresa israelense com atuação global em inovação aberta. O acordo foi lançado nesta quarta-feira (1º) em evento virtual transmitido pelas principais redes sociais da CNI, com participação do presidente da CNI, Robson Braga de Andrade; do CEO e membro do conselho do SOSA, Uzi Scheffer; e da diretora de inovação da CNI, Gianna Sagazio.

O presidente da CNI destacou que “essa grande parceria possibilitará a grandes empresas participar do desenvolvimento mundial e às startups e pequenas empresas, que têm grande capacidade de inovação e tecnologia, oferecer produtos e serviços no mundo inteiro. “Tenho confiança no sucesso dessa iniciativa não só para CNI e SOSA, mas principalmente para as indústrias e demais empresas brasileiras”, disse Robson Andrade.

O evento também teve como convidados Pedro Passos, co-fundador da Natura, co-presidente do conselho de administração da Natura e um dos líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI); Emmanuel Lagarrigue, diretor de inovação e membro do comitê executivo da Schneider Electric; e Norbert Gaus, chefe de pesquisa em digitalização e automação da Siemens Corporate Technology – estas duas últimas, exemplos de grandes empresas que atualmente utilizam os serviços do SOSA.

Com centros de Inovação em Tel Aviv (Israel), Nova York (Estados Unidos), Londres (Reino Unido), Sydney (Austrália), Bilbao (Espanha) e Colônia (Alemanha), o SOSA cria oportunidades para empresas e organizações do mundo todo compartilharem soluções tecnológicas disruptivas capazes de atender às suas necessidades e resolver seus problemas. A partir da parceria da CNI com a empresa israelense, abre-se um caminho para empresas e startups brasileiras também participarem desse ecossistema de inovação.

Na avaliação do presidente da CNI, o atual cenário de queda nas atividades econômicas e sociais traz uma perspectiva ainda desconhecida de quando será o retorno à normalidade e de que forma isso se dará. Mas, por outro lado, também chegam notícias animadoras de pesquisas, estudos e atividades de empresas que têm procurado soluções para o momento que vivemos.

“Acho que, passado o primeiro impacto, as empresas começam a pensar em como fazer um retorno seguro e participar da economia mundial, com o intuito, em primeiro lugar, de gerar renda, emprego e trazer para as pessoas as primeiras necessidades. O trabalho, a pesquisa, a tecnologia e a dedicação de pessoas voltadas para este momento nos dá certa confiança no futuro. Mostra que temos grandes possibilidades”, afirmou Robson Andrade. “O momento tem mostrado a necessidade de uma indústria sólida, com condições de produzir e desenvolver equipamentos, mas principalmente que possa inovar”, completou.

Ambiente de negócios que movimenta US$ 33 bilhões

Uzi Scheffer apresentou um panorama geopolítico e cultural de Israel para explicar o que propicia, naquele país, o surgimento de startups e aceleradoras, trabalhando com inovação aberta, num ambiente de negócios que movimenta anualmente U$$ 33 bilhões. “Isso demonstra que o mercado israelense tem muita experiência com tecnologia, com parcerias com organizações mundiais e B2B em diferentes áreas onde as empresas tendem a buscar soluções escaláveis”, afirmou o CEO do SOSA.

Na opinião de Scheffer, a pandemia do coronavírus não apenas criou uma revolução, mas aumentou a adoção de tecnologia e deixou claro que as organizações precisam buscar soluções de fora para lidar com o mundo pós-pandemia. “Quando falamos em indústria 4.0, não falamos apenas de uma tendência, uma onda em que temos que surfar. Falamos de transformar fábricas em fábricas inteligentes, em melhorar a produção, reduzir custos”, acrescentou.

Confiança no futuro

Gianna Sagazio explicou como se dará, em princípio, a parceria entre CNI e SOSA: “Vamos operar conjuntamente. As empresas que se interessarem devem entrar em contato com a CNI e vamos organizar reuniões virtuais onde serão explicados com mais detalhes todas as oportunidades disponíveis nessa plataforma. O objetivo é conectar empresas do Brasil, de todos os portes, com a tecnologia disruptiva disponível em todo o mundo, que pode ser aplicada ao produto, ao serviço ou modelo de negócio”, detalhou a diretora de Inovação da CNI.

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