Siemens destaca como adaptar tecnologias globais às realidades amazônicas em painel na COP30

Confira tudo sobre o painel que mostra como a engenharia transforma ideias globais em ações no território amazônico

A Siemens levou ao painel Tech4Amazônia Experience a força dos seus 175 anos de inovação, mostrando como tecnologias globais podem ser moldadas para a realidade única — e desafiadora — da Amazônia.
Foto: Rayssa Lobo/FIEPA

Com mais de 175 anos de história, a Siemens começou de forma simples, em um quintal onde desenvolveu seu primeiro produto, um telégrafo de ponteiro. Desde então, a inovação técnica permanece no centro da identidade da empresa. Foi com esse espírito que, nesta terça-feira (18), a Siemens apresentou o painel Tech4Amazonia, conduzido por José Borges, Corporate Strategic Innovation Head da Siemens Brasil, durante a programação da COP30.

A sessão discutiu como tecnologias já consolidadas em grandes centros industriais podem ser adaptadas para atender às necessidades específicas da Amazônia, uma região marcada por desafios logísticos, diversidade sociocultural e uma das maiores biodiversidades do planeta.

Durante o painel, Borges detalhou o percurso da iniciativa Tech4Amazonia e reforçou o papel das parcerias no desenvolvimento das soluções, destacando como o projeto começou e de que forma cada colaborador contribuiu para enfrentar desafios reais. Ao todo, quatro cases foram apresentados, evidenciando como a Siemens vem adaptando inovação ao território amazônico.

As iniciativas apresentadas incluem o uso de inteligência artificial para aprimorar a visualização e o controle da castanha-do-pará, garantindo melhor aproveitamento do produto; a simulação do processo de extração de óleos essenciais, voltada para reduzir o consumo de energia e aumentar a eficiência no uso dos materiais; a aplicação de tecnologias que diminuem a taxa de mortalidade de mudas, reduzindo de 40% para 10% as perdas após a saída do laboratório; e os estudos para implantação de pequenas unidades produtivas, as chamadas nanofábricas, em comunidades amazônicas, de acordo com suas características e potencial econômico local.

A apresentação também reuniu depoimentos de startups, empresas e instituições parceiras, que relataram como tecnologias originalmente desenvolvidas para ambientes industriais tradicionais, com infraestrutura consolidada, precisaram ser redesenhadas para funcionar em um território com dinâmicas completamente diferentes.

Para Borges, essa é a essência da iniciativa. A tecnologia existe e funciona muito bem nos grandes centros. “O desafio é trazê-la para a Amazônia, onde o modelo é outro. Aqui as necessidades são diferentes e é preciso adaptar soluções aos modos de vida locais e à complexidade da floresta. Esse é o verdadeiro pulo do gato”, finalizou.

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