Nível de atividade e emprego recuam na indústria da construção

Sondagem também mostra que empresários reduziram expectativas para os próximos meses
Níveis de atividade e emprego na indústria da construção brasileira recuaram em fevereiro em relação a janeiro

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, em fevereiro, o nível de atividade e o emprego na indústria da construção brasileira recuaram em relação a janeiro. O indicador de evolução da atividade registrou 47,5 pontos. Valores abaixo de 50 pontos indicam queda na atividade. O índice de evolução do número de empregados (47,7 pontos) também está abaixo da linha divisória dos 50 pontos, o que mostra queda no número de empregados.

Na comparação com fevereiro de 2019, verifica-se uma redução no ritmo de queda da indústria da construção. No ano passado, os indicadores estavam mais distantes da linha de 50 pontos: 44,3 pontos, no caso do indicador de evolução do nível de atividade, e 42,9 pontos no caso do indicador de evolução do número de empregados.

Os dados constam da Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela CNI nesta terça-feira (24). Os índices variam de 0 a 100 pontos, e valores abaixo de 50 pontos sinalizam queda no indicador ante o mês anterior. Quanto mais abaixo da linha divisória, maior e mais disseminada foi a queda.

A pesquisa ouviu 470 empresas de pequeno, médio e grande porte entre 2 e 11 de março, antes de a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar pandemia do novo coronavírus.

Empresas de pequeno e médio portes registram queda na Utilização da Capacidade Operacional

A sondagem revela também que a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) registrou 60% em fevereiro, mesmo valor observado em janeiro e quatro pontos percentuais (p.p.) acima do registrado há um ano.

As grandes empresas são as que apresentaram maior utilização entre os diferentes portes, registrando 65% de UCO, aumento de um ponto percentual em relação a janeiro. O percentual superou em sete pontos percentuais o observado em fevereiro de 2019 e foi o maior valor para o mês desde 2014. Por outro, as empresas de pequeno e médio portes registraram queda na UCO entre janeiro e fevereiro de 2020.

Empresários demonstram confiança em março, mas menos que no mês anterior

O Índice de Confiança do Empresário da Construção (ICEI-Construção) registrou 59,3 pontos em março, 3,6 pontos a menos do que o registrado em fevereiro. Apesar do recuo, o indicador permaneceu 5,4 pontos acima de sua média histórica e acima da linha divisória de 50 pontos, demonstrando confiança. A queda nesse valor foi puxada tanto pelos indicadores de Condições Atuais quanto pelos de Expectativas. 

Empresários reduzem otimismo para os próximos meses

Os empresários reduziram em março seu otimismo para os próximos meses, tanto para o nível de atividade, quanto para a construção de novos empreendimentos. Esses índices recuaram 1,0 ponto e 1,2 ponto, respectivamente, na comparação mensal, e ficaram em 58,1 pontos e 56,8 pontos.

Os indicadores de expectativas de compras de insumos e matérias-primas e do número de empregados recuaram, ambos, 1,0 ponto na mesma base de comparação, e atingiram 56,0 pontos e 55,5 pontos, respectivamente. Apesar do recuo, todos os indicadores de expectativas seguiram acima da linha divisória de 50 pontos, sugerindo otimismo, ainda que menor.

O índice de intenção de investimento também recuou em março. O indicador ficou em 42,6 pontos no mês, 1,8 ponto abaixo do registrado em fevereiro. Apesar da queda, o índice superou em 8,6 pontos o valor registrado há um ano e apresentou o maior valor alcançado no mês de março desde 2014. O índice seguiu 8,3 pontos acima da média histórica, de 34,3 pontos. O índice de intenção de investimento varia de 0 a 100 pontos e quanto maior o índice, maior a intenção de investir.

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