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Preservação de alimentos e bebidas, fabricação de artigos de uso doméstico, construção civil, indústria automotiva e até a condução de sinais para a internet. O vidro é tão essencial para o desenvolvimento humano que as Nações Unidas designaram 2022 como o Ano Internacional do Vidro, para celebrar a contribuição do material para o desenvolvimento científico e cultural da sociedade.

Sendo 100% reciclável, a reciclagem do vidro reduz a emissão CO2, o consumo energético e a extração de areia e outras matérias-primas da natureza. Por esse motivo, a indústria de embalagens de vidro é um exemplo perfeito de economia circular.   

 

Mais reciclagem x Menos vidro
 a cada 6 toneladas de vidro reciclado, estima-se que 1 tonelada de CO2 deixa de ser emitida.

 

  
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Vidro (Abividro), em 2023, o Índice Nacional de Reciclagem de embalagens de vidro foi 30%. O decreto 11.300 de 21 dezembro de 2022, o primeiro do país a incentivar a logística reversa, deve impulsionar mudanças estruturais no futuro, tendo em vista os prazos estabelecidos para serem cumpridos pelos fabricantes, até 2032, quando o setor deverá alcançar 40% de vidro reciclado na produção.  
  
Em maio de 2024, a pauta ganhou reforço com a assinatura do decreto que institui a Estratégia Nacional de Economia Circular (ENEC) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os pilares que orientam as ações envolvem a circulação de materiais e produtos em seus mais altos valores e a regeneração da natureza. Essa iniciativa se alinha à Nova Indústria Brasil (NIB),

 

 

 

  
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Vidro (Abividro), em 2023, o Índice Nacional de Reciclagem de embalagens de vidro foi 30%. O decreto 11.300 de 21 dezembro de 2022, o primeiro do país a incentivar a logística reversa, deve impulsionar mudanças estruturais no futuro, tendo em vista os prazos estabelecidos para serem cumpridos pelos fabricantes, até 2032, quando o setor deverá alcançar 40% de vidro reciclado na produção.  
  
Em maio de 2024, a pauta ganhou reforço com a assinatura do decreto que institui a Estratégia Nacional de Economia Circular (ENEC) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os pilares que orientam as ações envolvem a circulação de materiais e produtos em seus mais altos valores e a regeneração da natureza. Essa iniciativa se alinha à Nova Indústria Brasil (NIB),

 

 

Apesar dos impulsos dados pela legislação, o Brasil tem um grande desafio pela frente para alcançar as metas propostas.

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Vidro (Abividro), serão necessárias melhorias em todas as etapas do processo, desde a separação adequada dentro das casas e estabelecimentos comerciais, até o acesso à coleta seletiva, o beneficiamento (preparação para envio aos recicladores) e a logística:  

“Fazer com que esse material reciclável chegue às indústrias é um dos grandes desafios da logística reversa no nosso país”,

aponta o presidente executivo da Abividro, Lucien Belmonte.

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Pensando nesse cenário, a Abividro, em parceria a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) e o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), criou a Circula Vidro – organização com o intuito de gerir a logística reversa de embalagens de vidro no país.

Veja como ela funciona:

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Cacos de Vidro

A matéria-prima do vidro é fundida em um forno industrial a 1500 °C. As fábricas costumam acrescentar um percentual de caco de vidro na composição, percentual que depende da disponibilidade de caco recuperado no mercado.  
  
Dados da European Container Glass Federation (Feve), associação europeia de fabricantes de frascos e recipientes, dão conta de que o uso de 10% de cacos de vidro no forno reduz o consumo de energia e, portanto, a emissão de CO2.  
  
Isso acontece porque é preciso atingir um ponto de fusão mais baixo para fundir o vidro reciclado, em comparação com a matéria-prima original utilizada para a fabricação de vidro.

 

 

 

Cacos de Vidro

A matéria-prima do vidro é fundida em um forno industrial a 1500 °C. As fábricas costumam acrescentar um percentual de caco de vidro na composição, percentual que depende da disponibilidade de caco recuperado no mercado.  
  
Dados da European Container Glass Federation (Feve), associação europeia de fabricantes de frascos e recipientes, dão conta de que o uso de 10% de cacos de vidro no forno reduz o consumo de energia e, portanto, a emissão de CO2.  
  
Isso acontece porque é preciso atingir um ponto de fusão mais baixo para fundir o vidro reciclado, em comparação com a matéria-prima original utilizada para a fabricação de vidro.

 

 

 

 

A Cebrace, empresa que há 50 anos atua no Brasil, anunciou, em 2023, a substituição de parte do gás natural usado na produção de vidro plano, em sua unidade de Jacareí, São Paulo, por biometano – produzido a partir de resíduos sólidos urbanos do Aterro Sanitário de Jambeiro, localizado nas proximidades da unidade.  
  
Segundo a empresa, a troca deve reduzir em 8% as emissões de CO2 diretas e relacionadas à energia da companhia, o equivalente à emissão de 25 mil toneladas de CO2 por ano.      
  
Todas as unidades da Cebrace também reutilizam os resíduos de vidro de seus processos internos e de clientes. As porcentagens variam de 10% a 70% da composição de matéria-prima, dependendo da unidade e do tipo de vidro produzido.

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