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O setor químico responde sozinho por 12% do PIB industrial do Brasil. Segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o faturamento líquido do setor alcançou a marca de R$ 187 bilhões de dólares em 2022. Isso coloca o país na sexta posição do ranking mundial da química, atrás apenas de China, EUA, Japão, Alemanha e Coreia.  

Mas há condições para que o país ocupe um lugar de destaque maior, caso sejam aproveitadas as oportunidades vinculadas às vantagens comparativas do país, como a química verde e a química de base circular. 

“É a partir da indústria química que nasce toda a indústria nacional. Assim, por estar na base da matriz de todos os segmentos da economia, o setor é fundamental para o desenvolvimento da agenda verde”, afirma o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro. 

 
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De 2000 a 2023, as emissões totais da indústria química brasileira reduziram de 468,4 toneladas de CO2 para 372,9 – uma queda de 20,3%, conforme dados da Abiquim.  

 

 

De acordo com a Abiquim, a emissão de CO2 para cada tonelada de químicos produzida no Brasil pode ser até 51% menor em comparação com correntes internacionais. Essa vantagem está atrelada ao fato de o país possuir a matriz energética mais limpa do mundo e aos esforços do setor pela busca de matérias-primas renováveis.  

BASF

 

Para se adequar à implementação dos mercados regulados de carbono em diversos países e desenvolver soluções eficazes de redução do impacto ambiental dos itens produzidos, a multinacional alemã BASF – uma das maiores produtoras químicas do mundo – criou uma ferramenta para medir a pegada de carbono de seus mais de 45 mil produtos.  
  
A empresa desenvolveu a metodologia Scott, que calcula de forma automatizada a pegada de carbono de diferentes produtos da indústria. A conta, segundo a empresa, é feita com base nos dados que a companhia tem sobre as emissões em cada uma de suas plantas, usando métodos científicos já existentes.    
  
Lançada em 2020, a calculadora entrou atualmente em uma fase mais aberta. A companhia passou, desde 2023, a promover agendas para apresentar a metodologia como referência para a construção de um método único entre as indústrias. Por isso, atualmente trabalha para desenvolver um mecanismo de intercâmbio seguro e confiável de dados de emissões ao longo das cadeias de valor de produtos químicos.  
  
Segundo a Basf, quando as empresas tiverem que compensar suas emissões, elas vão olhar com muito mais atenção para a matéria-prima usada. Se um produto custa mais, mas emitiu menos carbono, talvez compense comprá-lo para evitar ter que adquirir créditos de carbono no futuro, explica a consultora especialista em carbono da empresa, Aline Mazetti.

A Basf tem como meta global reduzir em 25% as emissões de gases do efeito estufa até 2030, se comparado a 2018, e, até 2050, atingir a neutralidade em emissões de CO2.

 

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