Desenho em quadrinhos ilustrando uma cena de um home escovando os dentes

Engana-se quem pensa que a produção de papel foi prejudicada pela adoção de tecnologias digitais. Atualmente, a indústria de árvores cultivadas vai além, produzindo bioprodutos para atender às novas demandas da sociedade. Entre eles, estão embalagens de papel, viscose, tecidos, fraldas descartáveis, papelão ondulado, materiais de construção, cosméticos, fármacos e combustíveis — somando uma infinidade de produtos, com novas possibilidades ainda sendo descobertas.

Quando se trata de celulose, o Brasil é o maior exportador mundial de celulose e viu a produção destinada ao mercado internacional praticamente dobrar na última década: passou de 10,6 milhões de toneladas, em 2014, para 18,1 milhões, ano base 2023, de acordo com a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

As condições de clima e solo no Brasil são extremamente favoráveis ao cultivo de espécies como o eucalipto e o pinus, que se destacam pela alta eficiência na conversão de carbono em biomassa. A produtividade do eucalipto no Brasil aumentou significativamente: na década de 1970, a média era de 10 m³ por hectare ao ano; em 2023, esse número saltou para 33,7 m³/ha/ano.
 
O país conta hoje com 10,2 milhões de hectares de áreas produtivas, além de preservar outros 6,9 milhões de hectares de florestas nativas, o que equivale a uma área maior do que a do estado do Rio de janeiro. As árvores cultivadas e preservadas desempenham um papel fundamental na remoção e estocagem de carbono, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.

SUZANO

 

Além der ser uma das maiores produtoras de biomateriais do mundo, a Suzano é reconhecida como uma das empresas mais inovadoras e sustentáveis da América Latina. Também produz matérias-primas que são usadas para fazer produtos do dia a dia que chegam a mais de 2 bilhões de pessoas em mais de 100 países, como papel higiênico e tissue, papel para imprimir e escrever, livros, produtos menstruais, embalagens e têxteis.

A estratégia de negócios da Suzano está vinculada a uma série de metas ambientais e sociais de longo prazo definidas em 2020. Isso inclui uma meta de remover 40 milhões de toneladas de carbono da atmosfera entre 2020 e 2025, além das próprias emissões operacionais. A transição para uma economia de baixo carbono nas operações da Suzano passa pela eficiência energética e geração de energia renovável, que em 2023 representou 88% do consumo total.

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“Os investimentos não se limitam ao ambiente florestal. Há inovações também na vertente industrial, com o desenvolvimento de novos bioprodutos, práticas de circularidade e bioenergia nas operações", aponta o gerente de Mudança do Clima da Ibá, Adriano Scarpa.

 

O Brasil também é pioneiro na rastreabilidade da cadeia produtiva e se submete, voluntariamente, a rigorosas certificações internacionais, como o FSC (Forest Stewardship Council) e o PEFC (Programme for the Endorsement of Forest Certification), que podem ser vistos em contracapas de livros, cadernos, pisos e até roupa.

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As novas fábricas de papel e celulose começaram a eliminar os combustíveis fósseis, com o processo de mudança de fonte de energia das caldeiras e gaseificação da biomassa para os fornos de cal, por exemplo. Outro processo que está se consolidando como padrão é a adoção de práticas de circularidade, com foco na eliminação de resíduos e na meta de atingir o descarte zero em aterros.

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Compromissos para Renovar a Vida | Carbono, Produtos Renováveis e Redução da Pobreza

Historicamente, a companhia tem investido na geração de energia a partir da biomassa e do licor preto, subproduto do processo de produção da celulose. Dessa forma, grande parte das fábricas da Suzano são autossuficientes em energia, ou seja, suprem a demanda de consumo interno e ainda exportam o excedente para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Isso contribui para a demanda de energia do país e para o aumento do grau de renovabilidade da matriz energética, apoiando a transição para uma economia de baixo carbono.

 

Para o futuro, a Suzano acredita que a gaseificação da biomassa será essencial para a descarbonização do setor de papel e celulose. Isso porque a tecnologia é capaz de substituir o gás natural, que é um combustível fóssil, por um gás obtido a partir da biomassa, reduzindo substancialmente as emissões de gases de efeito estufa do processo industrial.

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