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Como uma importante indústria de base, o setor do aço possui alta relevância estratégica na economia nacional, em razão dos impactos diretos e indiretos nos demais setores, além de ter papel decisivo na descarbonização da economia. Isso porque é preciso haver produção de aço para que sejam fabricados equipamentos e infraestrutura necessários para a transição energética, a exemplo de turbinas eólicas, painéis solares, torres para transmissão de energia e dutos para o transporte de gás natural. 

A indústria do aço contribui com cerca de 4% do total das emissões de GEE no Brasil, conforme a 4ª Comunicação Nacional do Brasil à UNFCCC.

 

A produção de aço no mundo é realizada, principalmente, por meio de duas rotas tecnológicas:
 
· a integrada a coque, representando 71% da produção de aço global
· e a semi-integrada, representando 29% da produção, segundo o International Iron and Steel Institute.
 

 
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A rota integrada a coque, mais intensiva em emissões de gases de efeito estufa, produz aço a partir do minério de ferro, utilizando o coque de carvão metalúrgico como agente redutor na produção de ferro-gusa, nos altos-fornos, que é posteriormente convertido em aço em conversores a oxigênio.
 
Já as usinas semi-integradas não têm a etapa de redução e usam sucata de aço e ferro gusa para alimentar fornos de arco elétrico onde a sucata de metal é fundida e transformada em aço por meio da energia elétrica.

No Brasil, a rota predominante é a integrada a coque (73% da produção nacional), seguida da rota semi integrada (15%) e da rota integrada a carvão vegetal (12%). Esta última, é uma iniciativa pioneira da indústria do aço nacional que emprega o carvão vegetal no lugar do carvão metalúrgico como agente redutor do minério de ferro nos altos-fornos, produzindo menos CO2 na produção.

Uma infinidade de produtos em aço, como automóveis, fogões, geladeiras, ao fim de sua vida útil, transformam-se em sucata, matéria-prima valiosa que possibilita a produção de aço de excelente qualidade.

Diferentemente dos resíduos de outros materiais, o aço raramente tem como destino aterros sanitários ou lixões, por conta do alto estímulo do setor para que ocorra a coleta e reciclagem do material presente em produtos no final da vida útil. Além disso, suas propriedades físico-químicas o tornam o material mais reciclado no mundo, com uma reciclabilidade que pode chegar a até 100%.

 

A sucata de aço desempenha um papel fundamental na redução das emissões de GEE. Para cada tonelada de sucata reciclada, é evitada a emissão de 1,5 toneladas de CO₂. Entretanto, o aumento da produção de aço via reciclagem da sucata está condicionado à disponibilidade dessa matéria prima no mercado

GERDAU

 

Desde a fundação, há 12 anos, a Gerdau opera com uma matriz produtiva sustentável, principalmente, à base de reciclagem de sucata e biorredutor. Atualmente, a empresa emite 0,91 tonelada de CO₂ equivalente por tonelada de aço — uma das menores intensidades de emissão de GEE da indústria global de aço, que fica na média de 1,91 tonelada de CO₂ equivalente por tonelada de aço, segundo a World Steel Association.

No longo prazo, a ambição da Gerdau é atingir a neutralidade das emissões em 2050. Antes disso, a empresa tem a meta de reduzir para 0,82 tonelada de CO₂ equivalente por tonelada de aço até 2031, uma diminuição de cerca de 10% em comparação com a intensidade registrada em 2020.
 
Para ter uma noção, a Gerdau usa sucata como matéria-prima para fabricação do aço em proporções muito maiores à média mundial: 70% do aço é de sucata e 30% de minério. No mundo, a proporção é contrária, 70% minério e 30% sucata. Isso faz com que a Gerdau seja a maior recicladora de sucata ferrosa da América Latina. Por ano, são mais de 11 milhões de toneladas de sucata transformadas em aço novo

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Veja novas cenas das indústrias de "difícil abate".

 

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